
Nascida em Murviel, França, numa família católica, Apollonie foi rodeada de amor e conforto. Muito cedo seus pais a enviaram para estudar interna em um colégio de Béziers, cidade próxima. Tornou-se uma linda jovem e com seu carisma e inteligência era admirada por todos, inclusive pelo jovem amigo, Eugène Cure, com quem se casou em 1831. Ainda jovem sofreu a perda dos pais. O advogado Eugène era amigo de infância do Padre Gailhac. Apollonie revela-se uma mulher generosa, sensível aos mais desfavorecidos e, morando em Béziers, o casal passa a apoiar Gailhac. Com ele partilham os seus recursos financeiros, proporcionam a ampliação dos espaços físicos para as obras do Padre Gailhac, inclusive se responsabilizam pela construção de uma capela.
No dia 02 de novembro de 1848, Eugène falece repentinamente, deixando Apollonie sem filhos. A perda do marido não a impede de abrir seu coração a Deus e, tocada por ele de forma especial, coloca para o Padre Gailhac, o seu desejo de consagrar a sua vida a Deus. Padre Gailhac a acolheu e Apollonie se tornou a Ir. Saint Jean.
Em 24 de fevereiro de 1849, Padre Antoine Pierre Jean Gailhac fundou, junto com a Irmã Saint Jean Pélissier Cure, o Instituto do Sagrado Coração de Maria. O Instituto foi marcado pelo carisma de Gailhac e pela sua espiritualidade alicerçada no contacto com a Palavra de Deus e radicada na sensibilidade pelos abandonados e oprimidos. Uma espiritualidade que se aproxima do Cristo compassivo, expressa na Parábola do Bom Pastor, que veio “Para que todos tenham vida” (Jo 10,10)
Desde a fundação do Instituto, o espírito missionário inflamou as Religiosas do Sagrado Coração de Maria. “Apenas nascidas, sem nenhuma previsão humana e em tão pequeno número, vocês seguiram para todas as partes do mundo” (de uma carta de Gailhac nos primeiros tempos)
África: Mali, Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe Amércia: Brasil, México e Estados Unidos Europa: Escócia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, País de Gales, Portugal
Em 11 de março de 1911, as ousadas Irmãs portuguesas, Maria de Aquino Vieira Ribeiro, Maria de Assis e Santa Fé, pisaram em terras brasileiras, movidas pela audácia própria de quem é apaixonado pelo Projeto de Deus: “ Para que todos tenham Vida”. As três Irmãs olharam em frente com muita garra e abertura de coração e foram capazes de transformar as dificuldades e desafios em oportunidades criativas. No Brasil, o Instituto começou a se expandir com a criação de colégios e orfanatos. O número de Religiosas foi se multiplicando e, de Minas e Rio de Janeiro onde iniciaram a missão, passaram as Religiosas a trabalhar também em S. Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná,, Brasília, Paraíba, Bahia, Goiás. Os ministérios foram se diversificando para atender às necessidades e aos apelos da Igreja. Hoje, a Província Brasileira das RSCM está constituída de 16 Comunidades. As Religiosas estão atuando em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e na Bahia.
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